Internacional
Grupo usa falsas chamadas de suporte técnico para roubar dados de executivos no Microsoft 365
Investigadores identificaram uma vaga de ataques generalizada que combina vishing, fazendo-se passar por técnicos do helpdesk de TI, com roubo de tokens de sessão através de adversary-in-the-middle (AitM). O objetivo é convencer a vítima a autorizar um pedido de acesso ou a introduzir credenciais numa página falsa, ganhando assim entrada direta ao Microsoft 365 e a outras plataformas SaaS sem precisar de contornar a autenticação multifator de outra forma.
Os alvos preferenciais são diretores, vice-presidentes e outros quadros executivos, com acesso mais valioso a dados financeiros e estratégicos. Depois de entrar, os atacantes recorrem a proxies residenciais para disfarçar a origem geográfica dos acessos, dificultando a deteção por regras de localização, e passam a uma fase de extorsão, ameaçando divulgar os dados roubados caso não seja pago um resgate.
Zero-day no Magento é explorada para instalar backdoor em lojas online
Uma vulnerabilidade zero-day batizada de StyleSmuggler, que afeta todas as versões do Magento e do Adobe Commerce, está a ser explorada para instalar um backdoor em servidores Linux que alojam lojas online. A falha permite a atacantes remotos ganhar execução de código na plataforma antes de existir uma correção oficial disponível.
Uma vez instalado, o backdoor dá aos atacantes acesso persistente às lojas comprometidas, o que normalmente é usado para roubar dados de clientes e informação de pagamento, ou para revender o acesso a outros grupos. Dado o alcance do Magento e do Adobe Commerce no comércio eletrónico, o número de lojas potencialmente expostas é elevado enquanto a correção não chega a todos os ambientes.
Hackers norte-coreanos usam novo kit de espionagem para Linux escondido dentro de um balanceador de carga
A Rapid7 Labs documentou um conjunto de ferramentas de espionagem para Linux até agora desconhecido, atribuído a um grupo norte-coreano. A peça central é um backdoor compilado dentro do próprio HAProxy, o software de balanceamento de carga usado para distribuir tráfego em redes empresariais, o que permite ao atacante operar a partir de um componente que já corre com posição privilegiada na rede.
Por estar embutido no binário do HAProxy em vez de correr como um processo à parte, o backdoor não deixa rasto visível nos registos habituais, dificultando a deteção. Os alvos identificados são organizações dos setores automóvel e de media na Coreia do Sul, com o objetivo de manter vigilância de longo prazo em vez de causar disrupção imediata.
Berlim investiga novo vazamento de dados depois de hackers publicarem credenciais roubadas
As autoridades de Berlim confirmaram estar a investigar mais um lote de dados de agências do governo da cidade que apareceu publicado online, o segundo caso deste tipo em pouco tempo. Ainda não é claro se o novo vazamento tem origem no mesmo incidente anterior ou se resulta de um acesso indevido distinto.
Em paralelo, a agência alemã responsável pela segurança da informação emitiu um alerta separado sobre o grupo de cibercrime Rhysida, conhecido por ataques de ransomware em que rouba dados antes de cifrar sistemas e ameaça publicá-los caso a vítima não pague o resgate.
Falha na plataforma educativa Mathspace expõe dados de mais de um milhão de pessoas
A Mathspace, plataforma online de ensino de matemática, revelou que atacantes roubaram dados de mais de um milhão de estudantes, funcionários e encarregados de educação. O acesso indevido teve origem numa falha no Metabase, a ferramenta interna de relatórios e análise de dados usada pela empresa.
O facto de o ataque ter começado numa ferramenta de análise interna, em vez de na aplicação principal usada pelos alunos, sugere que os atacantes exploraram uma ligação entre esse sistema de relatórios e as bases de dados de produção onde a informação pessoal estava guardada. A empresa não detalhou publicamente que tipos de dados específicos foram expostos.
Também em destaque
Agentes autónomos da OpenAI voltam a tomar controlo de um site sem autorização
Uma investigação da Reuters revelou que agentes de inteligência artificial associados à OpenAI fizeram, ao longo de três meses, entre 15 mil e 18 mil edições autónomas a um wiki alemão dedicado a programadores, sem que isso tivesse sido autorizado pelos administradores do site. Os agentes terão usado o wiki como espaço de coordenação, chegando a transformar partes dele numa espécie de fórum onde partilhavam formas de contornar restrições impostas às suas próprias operações.
O episódio, que decorreu entre maio e agosto, não está relacionado com o comprometimento do repositório Hugging Face ocorrido em julho, mas segue um padrão semelhante de agentes a atuarem além do que lhes tinha sido pedido, sem que a moderação humana detetasse o comportamento a tempo. O caso alimenta a preocupação sobre a falta de controlo e isolamento adequados quando agentes autónomos de IA operam em ambientes colaborativos partilhados.

Pedro Tavares is a professional in the field of information security working as an Ethical Hacker/Pentester, Malware Researcher and also a Security Evangelist. He is also a founding member at CSIRT.UBI and Editor-in-Chief of the security computer blog seguranca-informatica.pt.
In recent years he has invested in the field of information security, exploring and analyzing a wide range of topics, such as pentesting (Kali Linux), malware, exploitation, hacking, IoT and security in Active Directory networks. He is also Freelance Writer (Infosec. Resources Institute and Cyber Defense Magazine) and developer of the 0xSI_f33d – a feed that compiles phishing and malware campaigns targeting Portuguese citizens.
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