Crypto-jacking continua a ter um forte impacto nas organizações a nível global. Este malware de criptomoedas tem sido avaçalador em 2018. De acordo com um relatório da Check Point’s, as variantes do Coinhive afetaram 23% das organizações durante o mês de janeiro de 2018.

Os investigadores descobriram três diferentes variantes do malware no ranking Top 10, com a Coinhive a aparecer em primeiro lugar, impactando mais de uma em cinco organizações. Quando um utilizador visita uma página web; e sem o seu consentimento; o Coinhive executa a mineração online da moeda digital Monero.

Para que tal aconteça, de alguma maneira foi colocado um código JavaScript na página web que usa o poder de processamento das vítimas para mineração, impactando também a performance do sistema.

“Nos últimos três meses, este tipo de malware tornou-se uma ameaça crescente para as organizações, já que os criminosos descobriram que é um fluxo de receita lucrativo”, disse Maya Horowitz, Gerente do Grupo Threat Intelligence da Check Point.

Para além do cripto-jacking, os investigadores descobriram também que 21% das organizações ainda não conseguiram lidar com máquinas infectadas com o malware Fireball. Ele pode ser usado como um reprodutor de malware  capaz de executar qualquer código nas máquinas das vítimas. Foi descoberto pela primeira vez em maio de 2017 e afetou severamente as organizações durante o verão de 2017.

 

Janeiro 2018 – Os malwares — crypto-jacking — mais investigados

1. Coinhive – Crypto-Miner projetado para executar mineração online da criptomoeda Monero quando um utilizador visita uma página web.

2. Fireball – Browser-hijacker que pode ser transformado num reprodutor de malwares.

3. Rig ek – Rig oferece Exploits para Flash, Java, Silverlight e Internet Explorer

 

Janeiro 2018 – Os malwares mais investigados em dispositivos móveis

1. Lokibot – Android Trojan e info-stealer, que também se pode transformar num ransomware que bloqueia o telefone.

2. Triada – Modular Backdoor para Android, que concede privilégios de administração ao hacker.

3. Hiddad – O malware Android que re-empacota aplicações legítimas e as deixa disponíveis numa store de terceiros.

Pedro Tavares

Pedro Tavares is a professional in the field of information security working as an Ethical Hacker/Pentester, Malware Researcher and also a Security Evangelist. He is also a founding member at CSIRT.UBI and Editor-in-Chief of the security computer blog seguranca-informatica.pt. In recent years he has invested in the field of information security, exploring and analyzing a wide range of topics, such as pentesting (Kali Linux), malware, exploitation, hacking, IoT and security in Active Directory networks.  He is also Freelance Writer (Infosec. Resources Institute and Cyber Defense Magazine) and developer of the 0xSI_f33d – a feed that compiles phishing and malware campaigns targeting Portuguese citizens. Read more here.