Hackers estão a utilizar InfoStealer para atacar Windows Server e aceder a informação sensível.

Foi identificado um novo malware InfoStealer que está a ser direcionado a servidores Windows com o objetivo de roubar informações confidenciais  que incluem credenciais de login, a versão do sistema operativo, os endereços IP, e esta peça de malware também envia os dados da vítima para um servidor FTP controlado pelos criminosos.

Esta descoberta foi conduzida pela Checkpoint que observou uma enorme campanha de malware a executar esta nova peça de malware tirando partido da ferramenta MimiKatz e que está atualmente a ser direcionada para países asiáticos.

A infeção começa com o um ficheiro executável, descarregado de 66 [.] 117.6.174/ups.rar e, em seguida, é executado na máquina da vítima e que verifica se a máquina comprometida é um servidor Windows (Windows Server) ou não.

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Se a máquina infetada for um servidor do Windows, o malware será executado, caso contrário ele não é executado e o processo terminará.

Ao identificar o destino como um “Windows Server”, são enviadas duas solicitações, uma para libertar os ficheiros batch e outra para acionar o fileless attack. O próximo passo é enviar uma solicitação para sincronizar com o servidor C2.

O ficheiro Patch contém os componentes da infame botnet Mirai e os atacantes aprimoraram este módulo com novos comportamentos maliciosos. O novo módulo é capaz de criar um objeto de cliente  WMI que executa o PowerShell com permissão de administração.

Em seguida, o malware tenta descarregar os seguintes malwares: Mirai, Dark cloud e XMRig miner. Para descarregar o malware, ele usa o método cradle obfuscator a partir do seguinte endereço:  http://173[.]208.139.170/s.txt.

Para evitar a detecção, invoca outro comando que descarregar o ficheiro ps1 que executa vários comandos. Em seguida, o malware chama a instrução GetVersionExA, que extrai a versão do sistema operativo.

O malware extrai detalhes do processador e invoca o Mimikatz de uma URL externa e é então efetuado o dump de todas as passwords da máquina. Quando a password é exfiltrada, ela é guardada num ficheiro e, em seguida, o ficheiro é carregado para um servidor FTP controlado pelos criminosos.

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Com base na análise da Checkpoint, o servidor FTP ainda está online e os uploads continuam a ser executados a cada segundo.

 

 

Pedro Tavares

Pedro Tavares is a professional in the field of information security working as an Ethical Hacker/Pentester, Malware Researcher and also a Security Evangelist. He is also a founding member at CSIRT.UBI and Editor-in-Chief of the security computer blog seguranca-informatica.pt. In recent years he has invested in the field of information security, exploring and analyzing a wide range of topics, such as pentesting (Kali Linux), malware, exploitation, hacking, IoT and security in Active Directory networks.  He is also Freelance Writer (Infosec. Resources Institute and Cyber Defense Magazine) and developer of the 0xSI_f33d – a feed that compiles phishing and malware campaigns targeting Portuguese citizens. Read more here.