O código fonte do trojan malware Carbanak foi encontrado na plataforma VirusTotal e esteve disponível publicamente sem que fosse notado pelas firmas de segurança.
Ele foi descoberto por investigadores de segurança da firma de segurança norte-americana FireEye. Ele foi analisado durante os últimos dois anos e tornado público hoje, para que outros membros da comunidade de segurança também possam beneficiar da descoberta da empresa.
O código do Carbanak é respeitante a uma backdoor — um trabalho delicado desenvolvido pelo cyber-gang FIN7, também conhecido pelos nomes de Carbanak, Anunak ou Cobalt Group.
O FIN7 é um dos grupos de hackers mais perigosos do mundo conhecidos até à data, sendo responsável por hacks e roubos de bancos e instituições financeiras de mais de 1 bilhão de euros.
O backdoor Carbanak é um malware de segunda geração do grupo, e que foi desenvolvido pelo grupo como ferramenta para ajudar nas intrusões das redes dos bancos.
- 2013 – 2014 – developed and used Anunak malware and targeted mainly financial institutions and ATM networks.
- 2014 – 2016 – developed and used Carbanak malware, a newer and more sophisticated version of Anunak.
- 2016 – 2017 – developed custom malware using Cobalt Strike, a legitimate penetration testing framework.
Recentemente, o investigador da FireEye, Nick Carr, encontrou dois ficheiros uploaded para o VirusTotal que continham o código fonte do Carbanak.
We found the full CARBANAK source code & previously unseen plugins.
Our #FLARE team spent 500 hours analyzing the 100,000+ lines of code.@mykill & @jtbennettjr just dropped day 1 of their 4-part blog series: https://t.co/0DULpYoDzq
Source code linked in blog. #CarbanakWeek 🦈💳 pic.twitter.com/M5IOhWsIXL— Nick Carr (@ItsReallyNick) April 22, 2019
Os dois ficheiros foram enviados a partir de um endereço IP russo. Eles acabaram por ser uma peça fundamental pois ajudaram a FireEye a entender melhor o malware, mesmo que, neste momento, o grupo tivesse passado a usar ferramentas baseadas no Cobalt Strike.
De acordo com Carr, os dois ficheiros continham o código fonte completo do malware, junto com plug-ins inéditos, totalizando mais de 100.000 linhas de código.
“Having source code sounds like cheat-mode for malware analysis. Indeed, source code contains much information that is lost through the compilation and linking process,” said FireEye security researchers Michael Bailey and James T. Bennett.
A empresa publicou hoje uma primeira publicação no blog de uma série de quatro partes que analisará o código-fonte do Carbanak em maior detalhe.
Interesting insight into the coding of malware and the lengths they go to – more than the average script kiddie. https://t.co/wpSBWBYK12
— John Baxendale (@Siftah) April 22, 2019

Pedro Tavares is a professional in the field of information security working as an Ethical Hacker/Pentester, Malware Researcher and also a Security Evangelist. He is also a founding member at CSIRT.UBI and Editor-in-Chief of the security computer blog seguranca-informatica.pt.
In recent years he has invested in the field of information security, exploring and analyzing a wide range of topics, such as pentesting (Kali Linux), malware, exploitation, hacking, IoT and security in Active Directory networks. He is also Freelance Writer (Infosec. Resources Institute and Cyber Defense Magazine) and developer of the 0xSI_f33d – a feed that compiles phishing and malware campaigns targeting Portuguese citizens.
Read more here.

