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Quase um em cada três computadores foi atingido por um ataque de malware este ano. O ransomware e as backdoors continuam a representar um risco de segurança.

As detecções de backdoors e ransomware aumentaram 44% e 43% em 2018 em relação a 2017. No mesmo ano quase 30% dos computadores enfrentaram pelo menos uma ameaça online, disseram os investigadores.

O malware identificado pela Kaspersky Security Bulletin 2018 deve estar entre as principais preocupações de todos quando entramos no novo ano. A Kaspersky Labs lidou com 346.000 novos ficheiros maliciosos todos os dias nos primeiros 10 meses de 2018 e detectou 21.643.946 artefactos maliciosos exclusivos só durante 2018.

As deteções de backdoors representaram um crescimento de 3,7% de todos os novos ficheiros maliciosos analisados pelos investigadores da Kaspersky Lab nos primeiros 10 meses de 2018, aumentando de 2,27 milhões para 3,26 milhões de ano a ano. As deteções de ransomware representaram um aumento de 3,5%, de 2,2 milhões de deteções para um total de 3,13 milhões.

Locking A Virtual Lock In A Lineup Of Open Locks

 

Os RATs compõem metade de todos os novos ficheiros maliciosos analisados. Os investigadores reforçaram a necessidade de combato dos trojan bankers e programas maliciosos para caixas eletrónicas e terminais de ponto de venda. Este ano, as ferramentas do Kaspersky bloquearam tentativas de implantar um ou mais programas de roubo de dinheiro em 830.135 dispositivos.

Das 10 famílias de malware mais frequentemente usadas contra utilizadores bancários, o Zbot Trojan foi o mais comum em 26,3% dos ataques, e o Nymaim Trojan ficou em segundo lugar com 19,8% das infeções, seguido pelo backdoor SpyEye em 14,7%. No geral, sete das dez principais famílias de malware bancário eram trojans e três foram classificadas como backdoor, disseram os investigadores.

O crypto-ransomware também provou ser uma ameaça consistente, pois os investigadores observaram 39.842 modificações de criptominers e 11 novas famílias. As deteções atingiram um ponto alto em novembro de 2017, quando foram registadas 15.462. Mais de 220.000 utilizadores corporativos e 27.000 utilizadores de pequenas e médias empresas foram atingidos com cripto-malware. Setembro de 2018 foi o mês mais ativo, com 132.047 instâncias registadas.

Para finalizar, O WannaCry foi a família de ransomware mais difundida, com 29,3% das infeções, seguido por um “veredicto genérico” – o termo que os investigadores usaram para amostras novas e desconhecidas – em 11,4%. O randomware Gandcrab caiu em terceiro lugar, para 6,67%, seguido por Cryakl (4,59%) e PolyRansom / Virlock (2,86%), em quarto e quinto lugar, respectivamente.

Desfrute do relatório aqui.

 

Pedro Tavares is a professional in the field of information security, working as an Ethical Hacker, Malware Analyst, Cybersecurity Analyst and also a Security Evangelist. He is also a founding member and Pentester at CSIRT.UBI and founder of the security computer blog seguranca-informatica.pt.

In recent years he has invested in the field of information security, exploring and analyzing a wide range of topics, such as pentesting (Kali Linux), malware, hacking, cybersecurity, IoT and security in computer networks.  He is also Freelance Writer.

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